sábado, 5 de setembro de 2020

 




O Padre Siqueira e a Bíblia

            O Padre Siqueira, desde moço, inspirado pelo Espírito Santo idealizou servir a Deus, a sua Igreja, Pátria e a família brasileira. Inclinado à vocação Sacerdotal, depois de imensos sacrifícios, tornou-se Sacerdote. Desde o seminário, procurou alimentar o seu sonho. Educar crianças órfãs e pobres. Depois de Sacerdote, continuou em sua mente com o mesmo pensamento. Fundar uma Instituição de Educação para proteger e educar crianças órfãs e carentes. Eis que na Bíblia Sagrada encontra justamente as palavras de Jesus nos santos Evangelhos, valorizando as crianças. (No tempo de Jesus as crianças eram menosprezadas). Eis a lição evangélica. "Guardai-vos de desprezar um só desses pequeninos! Eu vos digo que seus anjos no céu contemplam, sem cessar, a face do meu Pai que está nos céus." (Mt 18,10) Em outra ocasião as mães levaram algumas crianças para que Jesus as abençoasse e os discípulos, porém, as afastavam. Jesus lhes disse: "Deixai vir a mim estas crianças e não as impeçais, porque o Reino dos Céus é para aqueles que se lhes assemelham." Jesus lhes impôs as mãos, abençoou-as e seguiu o seu caminho. (Mt 19,13-15)

            Assim, o Padre Siqueira, inspirado nas páginas do Evangelho, criou coragem e ânimo para fundar o Instituto, a fim de dar a realização do seu sonho. Não faltou dificuldades e cruzes de todo tipo; mas ele as enfrentou com muita fé, esperança e amor até o final de sua vida. Chegou ao ponto de dizer e escrever com firmeza: "Ou o triunfo ou a morte de uma empresa que considero divina." É verdade. Até os nossos dias podemos ver e constatar, que se tornou uma verdadeira profecia. Quantas crianças foram salvas e felizes na vida, através da educação e amparo das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora do Amparo, há mais de um século?

            A vida tem um colorido que a própria pessoa dá; diz um autor desconhecido. Algumas vidas tomam cor de luto, outras cinzentas e comunicam isso em seu ambiente. Felizmente, há vidas que irradiam esperança, alegria, amor e felicidade. Qual seria a cor de Jesus Cristo? Rosa... Verde... Azul? Certamente. E também vermelha do amor, da imolação e do martírio. Idêntico a de Jesus é a do Padre Siqueira. Ele, também como Jesus, se imolou continuamente, até as últimas consequências por amor as crianças, aos pobres e a Pátria. Tudo pela causa da caridade evangélica. Como a vida do Padre Siqueira, poder-se-á dizer também da Irmã Francisca Pia - Mamãezinha, sua fiel cooperadora.

Irmã Lourdes, cfa

Escrito em 17/07/2004



quinta-feira, 16 de julho de 2020

O sonhador!
Nosso inesquecível fundador Padre Siqueira!



Ir. Cláudia,cfa


Parabéns, Padre Siqueira!



"O Padre Siqueira não se encontra mais visivelmente, entre nós, mas os ensinamentos que deixou, firmados com a própria vida estão aí para nós e para todos que o reconhecem como Apóstolo da Caridade”.
(Ir. Margarida Pinheiro)


Para amar uma história é preciso conhecer. Cada dia que passa, se aprende algo novo e nesse aprender nós, Irmãs Franciscanas do Amparo temos muito a agradecer pela existência do nosso querido Fundador: Padre Siqueira.
Só nos resta fazermos jus a esse grande legado de sermos amparo no mundo. Ser esse amparo implica: não julgar o outro, mas através de um olhar se aprenda a amar.

(Ir. Cláudia)

terça-feira, 14 de julho de 2020

terça-feira, 16 de junho de 2020



Padre João Francisco de Siqueira Andrade


O Padre João Francisco de Siqueira Andrade, nasceu em Jacareí, SP, no dia 16 de julho de 1837. seus pais: Miguel Nunes de Siqueira e Claudina Maria de Andrade. Foi aluno do Seminário Diocesano de São Paulo onde fez seus estudos, partindo depois para a Província de São Pedro, no Rio Grande do Sul, quando foi recebido pelo Bispo Dom Sebastião Dias Laranjeiras  e ordenado sacerdote em 08 de dezembro de 1864.
No tempo de seminário, já sentia a força do seu carisma: “Como estudante, a minha grande preocupação era a educação da juventude brasileira. decidi que depois de ordenado, fundaria uma Casa para educar meninos pobres”.
Estuda seriamente a situação do Brasil e conclui que o bem-estar religioso e social depende da boa educação que se oferece ao povo.
Serve, como voluntário da Pátria, na Guerra do Paraguai e ao regressar, buscando alívio para a tuberculose, vem a Petrópolis.
Diante da orfandade, fruto da guerra, do sofrimento e da miséria a que estavam expostas, principalmente as meninas, diante do desprezo pela educação da mulher e dos primeiros anúncios sobre a emancipação dos escravos, em 1866, trazendo outras urgências para a nação quanto ao trabalho livre, Padre Siqueira vê nos acontecimentos o apelo de Deus e a hora de iniciar sua Obra de educação.
Chega mesmo a dizer: “A minha convicção de que era chegado o tempo e de que a obra era de Deus, que nunca deixou de velar sobre este País, era tão forte, que minha divisa única foi e é: “Ou a morte ou o triunfo de uma empresa que considero divina”. (Pe. Siqueira, Apelo ao País, 1877)
Escreve seu projeto de educação e o apresenta ao Imperador Dom Pedro II, em 15 de julho de 1868 e dois meses depois, ao dar aprovação, o Monarca acrescenta que a ideia era boa e humanitária, porém dificílima.
Inicia suas grandes peregrinações pelas fazendas do interior do Rio de Janeiro, Minas e São Paulo. Fraco, andando a cavalo, exposto ao sol e à chuva, às tempestades, a crítica e violência, nunca cedeu ao desânimo. “Caminharei de rua em rua, de casa em casa, até percorrer a cidade toda… com ânimo, disposto a aceitar, em nome de Deus, qualquer escola que me queira dar”. ( Pe. Siqueira – Jornal Mercantil, em 05/05/1875)
Padre Siqueira tinha consciência da missão que recebera de Deus. “É justo que tendo feito o voto mais firme de minha existência em prol da infância desvalida e me consagrado ao bem da Igreja e da nossa Pátria, use de toda a franqueza para com o público, confessando diante de Deus, a quem nada se oculta, a sinceridade e a abnegação com que trabalho, embora o último selo desta declaração seja uma propriedade de futuro, juiz infalível e implacável do passado. Longe de mim a presunção de alguma virtude extraordinária. Oh! Bem sei que o meu espinhoso caminho está há muito traçado pela mão da Providência, e que não é outro senão o da humildade e da resignação. Na verdade, compreendo bem a responsabilidade que tenho assumido. Porém é também certo que, há muito tempo, não vivo mais para mim, e que todos os sacrifícios por que possa ainda passar estão de antemão oferecidos a Deus no altar da caridade”. ( Pe. Siqueira – Jornal Mercantil, em 05/05/1875)

Imagem criada com IA 6. Em 1869, continua suas viagens (Ipeg06) “Hoje, dia 14 de Janeiro [acrescentamos de 1869], partimos para a faze...