segunda-feira, 10 de abril de 2023

Celebramos 142 anos de falecimento do Padre João Francisco de Siqueira Andrade


 Celebramos 142 anos de falecimento do Padre João Francisco de Siqueira Andrade

Fundador da Escola Doméstica de Nossa Senhora do Amparo e da Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora do Amparo

    Padre Siqueira encarou este momento misterioso e decisivo da vida, em que só os empreendimentos realizados em Deus passam a ter dimensão eterna.

Ele mesmo havia escrito: “Em quatorze anos de sacerdócio, não tenho vivido senão para o bem da humanidade, e são estes os únicos títulos que apresento para recomendar-me” (Relatório de 1868 a 1877)

De fato, são estes os seus únicos, porém os mais nobres títulos que um homem pode apresentar no fim de sua vida. São títulos que engrandecem e eternizam uma existência.

O Padre Siqueira inicia o seu Testamento em nome da Santíssima Trindade. É diante de Deus que ele dispõe tudo o que se refere à Escola Doméstica por ele fundada.

Declara ainda: “se algumas privações e contrariedades sofri, as recebi sempre como benefício do céu”.

E continua ele: “concluindo este meu Testamento declaro que, como humilde filho da Igreja Católica, Apostólica, Romana, acreditei sempre em tudo quanto ela crê e ensina, tomei logo por minha divisa única a cruz de Nossa Senhora Jesus Cristo, e com ela espero morrer abraçado. ”

Desta forma, prepara-se o Padre Siqueira para o seu grande momento.

Abraçado à Cruz de Cristo, entrega ele sua bela alma a Deus a 10 de abril de 1881. Dez anos apenas de Fundação da Escola Doméstica de Nossa Senhora do Amparo!

Como nos assegura a consoladora promessa de Jesus Cristo “quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11,25), a morte do Padre Siqueira torna definitivo o que até então era provisório: sua vida e sua obra.

 

Fonte:

Padre Siqueira - Vocação e Compromisso de Profeta

Irmã Jacinta Medeiros Gurgel-cfa

 

 


sábado, 21 de janeiro de 2023

152 anos de Fundação da Escola Doméstica de Nossa Senhora do Amparo



 

 

Celebramos 152 anos de Fundação da Escola Doméstica de Nossa Senhora do Amparo

Petrópolis/RJ

Para a vida do Padre Siqueira e para o futuro da obra educativa, por ele plasmada, o dia 22 de janeiro de 1871, é uma data central, que marca o aparecimento de uma instituição pioneira no país e duradoura no tempo. De fato, neste dia, algo de concreto e real ali estava tomando forma, como robusta criança que fazia seu aparecimento no mundo. (Livro Padre Siqueira – Uma resposta à Educação do Menor carente no Brasil. Frei Hugo D. Baggio, OFM)

Deus, em sua eterna e infinita sabedoria nunca deixa de velar sobre suas obras e de sustentar, nos momentos ainda “os mais críticos”, aqueles que com um coração sincero e humilde atendem às suas santas inspirações e com firmeza empreendem a obra do bem. (Padre Siqueira – 22 de fevereiro de 1873)

“Padre Siqueira foi instrumento do bem, um administrador da caridade dos benfeitores a quem atribui todos os merecimentos”. (Irmã Neli do Santo Deus)

“A Escola Doméstica Nossa Senhora do Amparo é obra de Deus, que de mim só há um pequeno trabalho, largamente remunerado por santíssimas alegrias; e as próprias contrariedades que tenho superado, as olho como presente do céu.

Dos generosos benfeitores da casa, quase só tenho sido humilíssimo instrumento; a eles cabe a glória brilhante da caridade; para eles são as grinaldas de pérolas, em que a Virgem transforma as lágrimas de miséria, que a orfandade verte a seus pés, ao entrar pela casa da oração, o hospício da caridade”. ( Padre Siqueira – 1º de setembro de 1875)


quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Escritos do Padre Siqueira - A CONGREGAÇÃO DE NOSSA SENHORA DO AMPARO - CAPÍTULO 1º


 A CONGREGAÇÃO DE NOSSA SENHORA DO AMPARO

CAPÍTULO  1º

 

‘’ARTIGO 1º E ÚNICOData desde o começo da humanidade, sempre que circunstâncias especiais têm reclamado reunirem-se parcialmente um número de pessoas para fins coletivos vir a, com maior força, fundar uma grande obra ao debelarem um mal eminente, como soldados que em linha de batalha avançam com força coletiva sobre os territórios de suas conquistas. Na Igreja de Deus também se tem congregado homens e mulheres, e sempre em seus tempos mais calamitosos para, como soldados da Milícia de Cristo, com a Cruz alçada, o estandarte da fé, continuarem a conquista do Gólgota seguida pelos Apóstolos cujos exemplos, depois dos mesmos Apóstolos, temos em São Francisco de Assis, São Vicente de Paula, Santo Inácio, São Francisco de Sales e São Luis e das Santa Clara, Santa Teresa de Jesus, Santa Joana de Chantal, Santa Catarina de Sena e outros muitos grandes santos e santas que seria difícil enumerá-los.

            A Congregação na Igreja de Deus foi uma necessidade de todos os tempos e sua origem é toda Divina. Foi o mesmo Jesus Cristo quem o disse: ‘’Onde houver duas ou mais pessoas em meu nome, eu estarei no meio deles.’’[1] A primeira Congregação que houve na Igreja foi a dos próprios Apóstolos que se configuraram a Jesus Cristo e foram confirmados e iluminados pelo Espírito Santo no Cenáculo e saíram com a força coletiva para pregar a verdade.

            A missão ou o ponto objetivo de todas essas congregações, tem sido, mais ou menos, a oração  o ensinamento.

            Jesus Cristo orou muito, pregou e ensinou muito e o primeiro preceito que impôs aos seus Apóstolos depois da oração foi o do amor.

            Os Apóstolos oraram, pregaram e ensinaram.

            De Jesus Cristo datam, portanto, as Congregações docentes, abrindo seguimentos para esses dois divinos preceitos. A Congregação docente    ainda prescreve um outro preceito também ordenado por Jesus Cristo quando disse: ‘’Deixai vir a mim os pequeninos porque deles é o Reino dos Céus.’’[2] Em que demonstrava o quanto amava a reunião e a união dos pequenos a Ele. Este preceito sublime do Evangelho e seu cumprimento não só é de vantagem imensa para Deus, para a Igreja e para a própria sociedade como de grandes consolações para a congregação docente: o afagar as criancinhas, salvá-las da perdição, formar seus inocentes corações no amor de Jesus Cristo e dirigi-las para o céu!  Haverá no mundo missão mais nobre?

            A Congregação docente não só está no espírito da Igreja como  é a continuação do verdadeiro apostolado. A França, a Espanha, a Itália, a Inglaterra e a Alemanha têm visto erguerem-se como fermento essas importantes congregações docentes sempre  inesperadamente por virem justamente nas ocasiões de lutas e perseguições contra a mesma Igreja. Nessas condições está o Brasil onde uma Congregação docente faz-se necessária e urgente. A perseguição contra a Igreja, os vexames civis das leis, a provação que a afligem bebendo todos os erros que se importam da Europa     sem encontrar Casas Colégios ou Asilos onde possam beber a boa doutrina, colher a verdade e receber o bem e outros muitos males espúrios a prevenir-se.         

            Entretanto, no meio de tudo isto são as vocações verdadeiramente extraordinárias que se manifestam, porém frágeis de Providência Divina, que formam um conjunto de circunstâncias as quais nos mostram a necessidade da Congregação docente.’’

Fevereiro/ 1876                                                                                Padre João Francisco de Siqueira Andrade

(Transcrito por Ir. Neli e Ir. Rossana (maio/2013), do original escrito pelo Padre Siqueira que se encontra nos arquivos da Sala Histórica da EDNA – PS-5 A.05.55



[1] (cf.Mt 18,20)

[2] (cf. Mt 19, 13-15)


segunda-feira, 2 de maio de 2022

Maio - Mês de Nossa Senhora

 


Mês de Nossa Senhora

“ O mês de Maio é um tempo de júbilo, de graça, de devotamento à Mãe de Deus.”


    A devoção de Mamãezinha a Nossa Senhora, também vem da experiência vivida com seu tio Padre João Francisco de Siqueira Andrade.

            Através de suas cartas, de modo especial dirigidas a suas Irmãs, sentimos o trasbordamento de sua vida interior do seu amor à Maria.

            Maria  é Mãe que  a acompanha em vida e na passagem para a eternidade. À Mãe Santíssima dirige suas ultimas palavras: "Minha Mãe, minha Mãe! E expirou (...) ( cf. Livro das Cartas, pág.173)

           Mamãezinha era muito delicada ao mencionar o nome da Virgem Maria. Em seu diário de 1925 e em algumas cartas, vimos sua presteza e amor a Maria, louvava a Virgem da Glória, pedia  a proteção e o Amparo como uma filha a sua mãe.

          Dirigia-se constantemente ao Pai, por intercessão da Virgem Maria. Sobretudo como Mãe solícita invocava as Bênçãos da Virgem Maria. Expressa-se com alegria e fervor ao comemorar o mês de Nossa Senhora, “Nossa excelsa Mãe”, assim dizia. Tudo dedicava para a glória de Deus e honra de Nossa Senhora. Com Maria, Mamãezinha, era a Mãe que Ampara e servia o Cristo pobre e necessitado, vendo o Corpo do Senhor em cada benfeitor, criança, em cada Irmã, amigos e conhecidos, especialmente nos mais pobres, a quem dedicava uma festa especial 29 de setembro.

             No livro de direção espiritual, percebemos que Mamãezinha invoca Maria como Nossa Senhora das Dores. Ela vê  Maria que sofrendo amparou Jesus desde o nascimento até a cruz. Assim nos ensina sua bela devoção a Nossa Senhora: “Para expiarmos os nossos pecados, devemos procurar que muitas almas sirvam com amor à Maria Santíssima. Tenhamos confiança que Deus só envia sofrimento a quem ama, a prova está em Nossa Mãe Santíssima que sofreu mais do que nós. Em nossas adversidades recorramos com fervor à oração e, particularmente, à Maria Santíssima”.


sábado, 22 de janeiro de 2022



Hoje, dia 22/01/2022, redemos graças a Deus pelos 151 anos de existência da Casa Mãe da Congregação das Irmã Franciscanas de Nossa Senhora do Amparo.

 “Por tudo, demos graças ao Pai!”

 


A Inauguração

           Padre Siqueira, em 11.01.1871, no Jornal a Reforma, anuncia a inauguração da Escola, no dia 22 de janeiro do mesmo ano.

           A primeira Missa foi celebrada pelo Internúncio Apostólico, Monsenhor D. Domingos Sanguini, às 9 horas da manhã, com a presença de suas Majestades Imperiais e o povo da cidade de Petrópolis.

          Para cuidar do ensino e direção interna do estabelecimento ele contava com as religiosas da Congregação do Imaculado Coração de Maria. A fundadora, Madre Bárbara Max veio com quatro Irmãs, todas habilitadas para o ensino e a educação doméstica. Contava com a ajuda de um capelão Padre João de Santo Antônio, natural de Minas Gerais, sacerdote zeloso que assume a administração geral da casa, enquanto o Padre Siqueira continua em suas viagens suplicando o óbolo da caridade para sustento das meninas pobres.

         Padre Siqueira, exultando de alegria diante da obra, do Imperador, do povo e das crianças diz: “A Escola Doméstica de Nossa Senhora do Amparo é um estabelecimento do país e não de uma província, porquanto é filha só da caridade e a caridade não tem pátria, nem limites”23. Cheio de emoção, após a missa agradece a todos e faz um discurso sobre o amor.

         O Jornal do Comércio em 29.01.1871, narra esse acontecimento: “A alegria traduzia-se em todas as fisionomias; a piedade manifestava-se em todos ao ver aquelas pobres inocentes que entravam guiadas pelas Irmãs do Imaculado Coração de Maria, para o templo da virtude”. E ainda: “É, pois, desde já, como noticiamos uma realidade, a Escola Doméstica de Nossa Senhora do Amparo, realidade que muito recomenda o espírito caridoso de nossa terra, para o qual fazemos apelo em favor desta santa criação, procurando corresponder sempre às virtuosas aspirações do digno fundador, o Reverendo – Padre Siqueira, cujo nome, coberto de bênçãos, começa a pertencer à posteridade.” O jornalista conclui, dando os parabéns ao Padre Siqueira “por atender as mais palpitantes necessidades da família brasileira e da sociedade: a elevação da mulher pela instrução e o amparo da virtude pelo trabalho”. (Petrópolis, 26.01.1871).

          A inauguração, com trinta meninas, deu-se numa parte do prédio que já havia sido concluída. Por esta razão o Padre Siqueira continua esmolando e fazendo apelos ao povo brasileiro.

 

O nome

              O nome foi dado pelo Padre Siqueira, Escola Doméstica de Nossa Senhora do Amparo.

              A Palavra doméstica era padrão na educação da mulher naquela época, a quem lhe era negado direitos civis e a instrução. Bem contrário era o pensamento do fundador. Queria ir além do ensino doméstico, formar professoras para os estabelecimentos públicos e particulares do Brasil.

          Quanto ao título “Nossa Senhora do Amparo” tem forte ligação com a significação da Virgem Maria, especificamente Nossa Senhora da Soledade, como amparo dos desvalidos. Conforme o Jornal Tribuna da Bahia (2012), Nossa Senhora do Amparo é padroeira da Sociedade Protetora dos Desvalidos, sediada na Bahia a partir de 1832.

          A devoção a Nossa Senhora do Amparo é bem antiga, como podemos constatar pelo ano da construção da Igreja, com o mesmo nome, em Olinda-PE, em 1613. A Igreja foi construída pela Irmandade de Nossa Senhora do Amparo dos Homens Pardos.

           Recorrer à Virgem do Amparo era uma prática da sociedade, a mais desamparada. Pensar nesse título para sua obra, sem dúvida, era para o Padre Siqueira materializar uma relação afetuosa já existente entre os desvalidos e a Mãe de Deus. Encontrou nesse título a alma e a identidade da Escola Doméstica.

 

Livro:

PADRE SIQUEIRA -  O Profeta da Caridade

Autora: Irmã Neli do Santo Deus,cfa

 


 

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021


Celebramos a memória dos 157 anos de Ordenação Sacerdotal do nosso querido Fundador Padre Siqueira .

Testemunho

“Conheci muito o Padre Siqueira. Foi meu contemporâneo no Seminário Episcopal de São Paulo, ordenado um ano antes de mim.
Era um sacerdote eminentemente caritativo. Trabalhou muito, percorrendo as províncias do Rio, Minas e São Paulo, angariando donativos para suas obras de caridade.
Estamos lembrado dos esforços e estudos sempre apurados e conscienciosamente feitos, tanto no tempo dos primeiros anos de colégio como no seminário.
O amor pela verdade e por tudo que pudesse torná-lo cada vez mais apto no serviço de Deus, acompanhou-o por toda vida.”

Monsenhor Ezequias de Fontoura – Carta escrita em 1927.

Livro:
PADRE SIQUEIRA - O Profeta da Caridade
Autora: Irmã Neli do Santo Deus,cfa

 

quinta-feira, 11 de novembro de 2021


 

Padre Siqueira

Primeiros passos

 

         Padre Siqueira, agora ordenado Sacerdote, volta para a Diocese de São Paulo onde recebe com entusiasmo a sua nomeação para coadjutor da Paróquia de Mogi das Cruzes,4 dada pelo Bispo Dom Sebastião Pinto do Rego, em 18 de maio de 1865.

 

Soldado de Cristo e voluntário da Pátria

 

           De 1864 a 1870, o Brasil viveu o maior conflito armado ocorrido na América do Sul, a guerra do Paraguai.

            O jovem sacerdote não podia ver as levas de recrutas sem assistência espiritual que diariamente passavam para os campos de batalha. Deixa, pois, a coadjutoria e alista-se no 7º Batalhão de Voluntários da Pátria, como Capelão Alferes, em 22 de julho de 1865.

          A vida no Paraguai e os sacrifícios exigidos abalaram fortemente a saúde do Padre Siqueira. Contraiu ali a tuberculose5, moléstia insidiosa que aos 43 anos de idade, o leva à sepultura.

Regressa a sua terra natal em 18 de novembro de 1865.

 

Visitas direcionadas a fundação de sua obra.

 

            Em Porto Alegre, visita alguns Asilos-Escolas dirigidos pelas Irmãs do Imaculado Coração de Maria. Encontra-se com Madre Bárbara Max e convida-a para trabalhar em sua obra que, naquele momento só existia em seu pensamento.

           Viaja para Montevidéu em 01.01.1866 onde visita obras educacionais, a fim de habilitar-se para a obra que desejava iniciar. Regressa, em 19.03.1866. Ele nos diz que antes de sua viagem a Montevidéu já havia percorrido o interior das províncias de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Viu uma grande desproporção na educação. Em vez de preparar condignamente as pobres órfãs, tecia-lhes um futuro cheio de dor, dando-lhes uma educação inadequada a sua condição.

          “Os tempos se passaram... O anjo da morte passava sobre todos os telhados anunciando a cada dia a orfandade em novas famílias desvalidas! O luto enegrecia as entradas dos templos e as lágrimas lavavam os pavimentos. As choupanas se fechavam e as desgraçadas viúvas cobertas de andrajos, levando diante de si suas tenras filhinhas, apresentavam-se às portas dos taberneiros para solicitar-lhes uma fatia de pão! Meu Deus! Quantos infortúnios eu presenciei, quantos insultos àquelas pobres viúvas!... Quantas atrocidades aquelas infelizes vítimas... Quem  sabe quantos outros horrores ocasionadas pela fome  e pela miséria! Não ! Disse eu, não é possível conter os impulsos do meu coração! Não há para mim maior sacrifício. Não vou salvar toda essa porção frágil e desafortunada da humanidade; uma só infeliz que com a graça do Senhor e a proteção da Augusta Virgem do Amparo, nossa Mãe e Protetora, eu possa salvar do ameaçador naufrágio, já me será uma inexcedível consolação”.6

Em 20.05.1866 assume a Paróquia em São José do Paraíba/SP7. Deixa esta Paróquia um ano depois com o amigo, o bom Padre Godoy.

             Em 25.06.1867 parte para Minas Gerais em companhia do desembargador João Monteiro de Barros e sua família, buscando refazer-se fisicamente perto das águas medicinais de Baipendi.

              É ele que nos diz:

“Daí de Baipendi, seguimos para o Rio de Janeiro. Chegando à Corte, descansei dois meses, sem dar passo algum porque as dificuldades que surgiam diante de mim eram tantas que se me afigurava impossível a minha ação em semelhante época... consultei algumas pessoas e o meu próprio coração e tirei como resultado dar começo à obra sem atender mais à dificuldade alguma8”.

 

Em Petrópolis

 

          O casal Moreira Guimarães, domiciliado em Laranjeiras, Rio de Janeiro/RJ, possuía em Petrópolis, no bairro de Corrêas, a Fazenda da Olaria, onde passava o verão. A esposa, Dona Ana Leocádia era uma Senhora de caráter viril e doce, tinha sempre uma palavra meiga para suavizar as amarguras dos que sofriam.

         Enquanto descansava, o Padre Siqueira encontra o citado casal que o convida para restabelecer sua precária saúde, sua chácara, na Corte, onde foi tratado como verdadeiro filho. Depois, vem com o casal para a na Fazenda da Olaria. Ali o Padre Siqueira recuperava sua saúde, dado à oração, à reflexão, celebrava Missa diária, ora na Capela da Fazenda da Olaria, ora na Capela de Nossa Senhora do Amor Divino, centro da vida religiosa do lugar.

 

Livro:

PADRE SIQUEIRA -  O Profeta da Caridade

Autora: Irmã Neli do Santo Deus,cfa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4. Sala Histórica EDNSA, OS-1-A.2.14

5. Remédios usados pelo Padre Siqueira, conforme receita médica, de 1869 a 1880. Sala Histórica EDNSA, OS-2-A.01.32

6. Memorial de Viagens Sala Histórica EDNSA, PS-1-A.02-16

7. Memorial de Viagens Sala Histórica EDNSA, PS-1-A.02-15

 

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